2006-01-26

«O Deus que chega!»

«O Deus que chega!»

Assim, com este nome, o povo makua define as primeiras chuvas. Nós as consideramos como uma autêntica bênção de Deus.
À noite Deus nos visitou... choveu!
Estávamos à espera todos os dias; com as gentes da terra, rezávamos por esta visita em todos os encontros de oração. A terra, também o pedia. Nunca, como nesta época, as palavras do profeta: «Abre-te Céu e que desça o Salvador!» tiveram tanto realismo.

Esta experiência não passou como mais uma nas nossas vidas. A falta de água, um direito elementar de todo o ser humano, não poder ficar encurralada na causalidade de um fenómeno natural. A natureza está a passar-nos a factura, está a perguntar-nos, como Yaveh a Caim: «Onde está o teu irmão?» A nossa terra irmã está a suplicar-nos que a cuidemos para que ela nos cuide.

Nós, os que apostamos na vida, deveríamos ser os primeiros a cuidar os nossos passos, os nossos gestos e atitudes face à nossa grande casa. Estão a sujar as vestes de Deus, estão a cortar uma parte do seu vestido de festa e sem ele nunca mais poderemos celebrar a autêntica festa da vida.

Obrigado pela tua oração... agora resta-nos o desafio de semear, de não contaminar, de denunciar com coragem a inconsciência dos que apostam por outro vestido (também verde) de papel, efémero.

Quando a última árvore estiver ao ponto de cair, dar-nos-emos conta que não será possível beber dólares.

Peçamos perdão pelos nossos silêncios perante esta tragédia!

Sérgio, CM.

2006-01-16

Um pedido...


Mais uma vez, como todos os anos, estamos a viver a angústia da falta de água. Os chineses e os grandes interesses instalados em Moçambique estão a acabar com as poucas árvores que ainda restam....
Perante a força do mal, peço-te a força da oração. Apenas nos resta isso...

Obrigado pela tua oração, pedindo água para este povo,

P. Sérgio, CM, missionário em Moçambique.

2006-01-15

Vocação


«Veio então o Senhor e aproximou-Se. E chamou como das outras vezes: “Samuel, Samuel!” este respondeu: !Falai Senhor, que o vosso servo escuta”.» (1Sam 3, 19).

Há uma voz divina que não cessa de chamar pelo teu nome.
Ela desafia-te a voar mais alto e a ver o mundo com os olhos de Deus.

Levanta-te, pois, está na hora de arriscar! Porque Deus precisa de ti, da tua voz, do teu coração, da tua inteligência, da tua vontade, de tudo o que és.... precisa de ti, porque sem ti, meu irmão, Ele não Se revela no mundo.

E se Deus te chama é porque te consagrou profeta para os dias de hoje.

Levanta-te e vamos...

2006-01-10

Hino à Caridade

«A Caridade é paciente
porque suporta com serenidade as ofensas recebidas.
É benigna,
porque paga generosamente o mal com o bem.
Não é invejosa,
porque nada desejando deste mundo, não inveja os êxitos terrenos.
Não é orgulhosa,
porque, desejando só o prémio da retribuição interior, não se exalta com os bens exteriores.
Não é inconveniente,
porque, sendo o seu único objectivo o amor a Deus e ao próximo, ignora tudo o que se afasta do recto caminho (…)
Não se alegra com a injustiça
porque se empenha unicamente no amor para com todos,
Não se regozija com a ruína dos seus adversários.
Mas alegra-se com a verdade,
porque, amando os outros como a si mesma, ao ver neles a rectidão,
Alegra-se como se se tratasse da própria honra e proveito»

(S. Gregório Lib. 10, 7. 8. 10)

2005-12-18

Em Missão

Caro amigo,

Faltam poucos dias para celebrarmos o nascimento do nosso Salvador. Nesta sociedade materialista que trocou o Menino Jesus pelo Pai-Natal, a proximidade do Natal significa, em geral, ir às comprar. As ruas da cidade, as lojas comerciais enchem-se nesta época de pessoas que avidamente procuram novos produtos que possam surpreender. Preparam-se refeições, enfeitam-se as casas, dependuram-se nas janelas ou nas chaminés bonecos vestidos de vermelho.... porque é preciso fazer crer que o Pai-Natal existe mesmo.

Será isto Natal?

Nestes dias que antecedem a grande festa, proponho-te, amigo leitor, que percorras outros caminhos, que os teus dias seja diferentes daqueles que vêm no Natal apenas mais uma festa anual como outras tantas. Olha para dentro de ti, examina o teu coração e expulsa dele tudo o que te separa de Deus e dos irmãos: a arrogância, o ódio, a inveja, o ressentimento, a vaidade, etc... Prepara o teu coração para que Jesus possa nascer nele. Como Maria, a mãe de Jesus, diz SIM ao projecto de Deus. Deixa-te fecundar pelo Seu Espírito.

Se assumires esta missão, serás, onde vives, sinal da Presença de Deus. A tua vida se transformará e, através ela, também se poderão transformar as vidas dos irmãos que vivem contigo. Não tenhas medo! Onde quer que estejas – na tua família, na tua comunidade, no hospital, na cadeia, etc. – vive este tempo como tempo de Missão para acolheres Aquele que nasceu para nos salvar.


David

2005-12-14

S. João da Cruz

Já que o tempo chegava
Em que fazer-se convinha
O resgate da esposa
Que num duro jugo servia
Sob aquela lei
Que Moisés lhe havia dado,
O Pai com terno amor
De esta maneira, dizia:
- já vês, Filho, que a tua esposa
Feita à tua imagem,
E no que a Ti se parece
Contigo bem convinha;
Mas difere na carne
Que em teu simples ser não havia.
Em amores-perfeitos esta lei se requeria;
Que se faça semelhante
O amante a quem queria;
Que a maior semelhança
Mais deleite continha;
A qual, sem dúvida, como tua esposa
Grandemente crescerá
Se te vir semelhante
Na carne que tinha.

S. João da Cruz, poesia 7

2005-12-04

No deserto

«Uma voz clama no deserto: “preparai o caminho do Senhor...”»

A leitura deste domingo sugere-nos que o deserto é um lugar onde, confrontados com o que realmente somos, nos purificamos para receber o Senhor. O deserto não é uma fuga ao mundo, mas uma forma de estar e de viver no mundo. É o lugar do baptismo de arrependimento que João Baptista continua a oferecer.
Quando assumimos conscientemente essa etapa “purgativa”, na solidão que reclama o encontro com o Deus vivo, longe da confusão estonteante da sociedade, preparamos um caminho para a vinda Deus.
É impossível celebrar o nascimento de Deus sem a experiência prévia da passagem pelo deserto.
Concede-nos, Senhor, a graça da determinação.

David

2005-11-27

ADVENTO

Acredito na vida como um Advento:
Acredito que as árvores que parecem mortas hão-de ressuscitar.
Acredito que o céu cinzento há-de se vestir de novo de azul e o sol voltará a brilhar.
Acredito que aquele que dorme na rua há-de ter um lar e uma família.
Acredito em Deus, num Deus que se fez homem e continua vivo em nós.
Acredito em mim, no poder transformador do Homem, na sua capacidade de construir o Reino de Deus.
Acredito que um dia voltaremos a ser como crianças, que a alegria há-de vencer o medo e que a Vida superará a morte.
Acredito que a Paz é possível e que podemos viver, lado a lado, como irmãos, independentemente da cor, raça ou religião.
Acredito que o Amor pode fazer milagres e que todos os dias podemos amar.
Acredito na vida porque vivo-a como um Advento.

David


2005-11-17

O Pão da Palavra

Depois de uma breve leitura sobre S. Bernardo de Clareval, pareceu-me oportuno deixar uma pequena reflexão deste santo sobre a Sagrada Escritura:
"Por pouco que se possa ajudar as almas que procuram o Senhor com o seu espírito e afecto, deverei responder e satisfazê-las, extraíndo da Sagrada Escritura, da qual estou convencido dimana a vida, algo decisivo e espiritual, para que comam os desvalidos até ficarem saciados e vivam seus corações".
Num tempo com variados caminhos que nos chamam para aí alimentarmos o nosso coração, deixo aqui estas palavras, muito a propósito, sobre um alimento diário: ao levantar, a meio e a final do dia. Vamos ruminar a Palavra de Deus e concretizá-la ao longo do nosso dia no contacto com os outros!

Crisóstomo

2005-11-13

Teresinha do Menino Jesus e os talentos na Igreja

A parábola dos talentos recorda-me que, como baptizado, tenho responsabilidades no seio da Igreja que devem ser assumidas. Deus confiou-me alguns os Seus bens, alguns talentos, para que os faça render em favor de todos os irmãos.

Ao longo desta semana, em Lisboa, durante o Congresso Internacional para a Nova Evangelização, as relíquias de Santa Teresinha do Menino Jesus estiveram na Sé para serem veneradas pelos fiéis. Santa Teresinha, a jovem Carmelita, aquela que apesar de nunca ter saído do convento, tornou-se a Santa dos Missionários, no seu processo de discernimento vocacional escreve:

«Considerando o corpo místico da Igreja, (...) entendi que só o Amor faz os membros da Igreja agir, e que se o amor viesse a faltar, os apóstolos não anunciariam o Evangelho, os mártires não derramariam o seu sangue. Compreendi que o Amor encerra todas as vocações, que o Amor é tudo. Que ele inclui todos os tempos e lugares. Então, no excesso da minha alegria gritei: Ó Jesus, meu amor, encontrei finalmente a minha vocação... A minha vocação é o Amor. No coração da Igreja, minha Mãe, eu serei o Amor»

Ela fez render os talentos que Deus lhe confiou. Que grande exemplo nos deixou...

David

2005-11-01

Procuram-se santos

A santidade não está na moda. Se fizéssemos uma sondagem aos transeuntes das ruas da nossa cidade, vila ou aldeia e se lhes perguntássemos pelos seus desejos mais prementes, ouviríamos respostas deste género: «pois, gostava de ter um carro mais rápido, uma casa maior, uma mulher mais bonita, um marido mais assim ou assado» e por aí adiante. Mesmo entre nós, cristãos praticantes, julgo que as respostas são seriam muito diferentes.

Infelizmente, parece-me que a santidade não faz parte dos nossos bens desejados, nem está na lista dos nossos objectivos pessoais, nem entra nos nossos sonhos. É algo de outros tempos... Porquê? Talvez porque a julgamos fora do nosso alcance; talvez por medo do que os outros possam dizer a nosso respeito se trabalharmos diariamente para que esse ideal se torne real em nós; talvez porque é mais cómodo viver sem essas inquietações.

Mas a nossa vida de baptizados sem o desejo de viver em santidade será semelhante à de tantos irmãos que desconhecem a mensagem de Jesus. E a Igreja precisa, como a terra árida precisa de água, de novos santos, novas referência, novos modelos que actualizem a mensagem de Jesus neste mundo.
Queres ser santo?



David


2005-10-24

Quanto tempo o tempo tem...

"Os sonhos de Einstein" trata-se de uma peça de teatro que teve a sua estreia no passado sábado, dia 22 de Outubro, no Trindade. Os excelentes actores, o humor, a música e, sobretudo, o canto de vozes extraordinárias, proporcionaram-nos um grande espetáculo e uma tarde bem passada; sem dúvida, a melhor peça que assisti, mas este facto não deve ser tido em conta visto que foi apenas a segunda vez que fui ao teatro. Mas vale mesmo a pena ver... São quase duas horas de espetáculo em que nos é representada a vida de Einstein à volta da sua famosa teoria da relatividade, o tempo e os seus sonhos com a sua misteriosa amada. Isto chega para abrir o apetite; o melhor é mesmo ver a peça, que fica a ganhar muito pela música e canto. Fica a sugestão para quem quiser passar um bom bocado...
E já agora: "Quanto tempo são seis segundos?" É com esta pergunta que começa a peça... pensem na resposta...
Para mais pormenores pode consultar a página web www.teatrotrindade.inatel.pt
João

(IR)RESPONSABILIDADE SOCIAL…


No último sábado, dia 22, regressei aos Bairros 6 de Maio e Estrela de África (Amadora), na minha actividade de Pastoral. Fui participar na reunião de um dos grupos de missão que acompanho (“No djunta mon”), um grupo de guineenses.
A reunião correu muito bem e foi bom voltar a estar com aquela gente tão simples mas tão sedenta da Palavra de Deus como de atenção.
Antes da reunião, guiado por duas Irmãs dominicanas do Rosário, que aí têm uma comunidade, visitei uma das zonas que foram destruídas devido aos planos de realojamento.

Fiquei escandalizado!
Bem ou mal, retiraram as pessoas dessa zona.
Bem ou mal, levaram-nas para novos alojamentos.
Nada bem e muito mal, destruíram as barracas dessa zona do Bairro e deixaram os escombros no local.
O facto é que aí se reproduzem as ratazanas e outros animais.
Aí estão os canos da água a jorrar (e ainda dizem para pouparmos água…).
Aí andam as crianças do bairro sujeitas a magoar-se ou a ser mordidas pelas ratazanas (o que já aconteceu).

Será que esta gente é menos gente?
Será que o facto de serem pobres imigrantes, muitos deles ilegais, faz deles menos gente?
Será que, porque não são fonte de votos, são menos merecedores de atenção?
(Nem falo da sua cor de pele… prefiro acreditar que esse factor não é significativo…)
Será que a Câmara Municipal da Amadora distingue munícipes de primeira e de segunda?

Há que ser muito irresponsável para nada fazer perante tal situação!!!
Pelos vistos, em algumas zonas, reina a irresponsabilidade social!!!
É o país que temos!!!

MARTYR

2005-10-21

Por uma sociedade melhor

No nosso dia a dia as notícias que nos invadem, em geral, têm a ver com a situação económica do país: suas causas, vivências e possíveis soluções. Trata-se de um tema, digo-o com sinceridade, que já nem consigo ouvir, principalmente as mentes brilhantes que o comentam: “falam, falam, falam e não fazem nada…” Como problema central na sociedade hodierna, ele arrasta consigo muitos outros problemas que acabam por degenerar a sociedade… Mas não vou entrar por aí!
Ao passar os rápidos olhos pelo jornal diário, houve uma pequena notícia, relegada para as páginas onde fica a virtude, que li, reli, meditei e decidi partilhar. Trata-se da ACEGE(Associação cristã dos empresários e gestores) que decidiram elaborar um CÓDIGO DE ÉTICA, onde todos os membros são convidados a assinar, a título pessoal, um código onde prometem, por exemplo, “lutar contra todas as situações de fraude, pela justa remuneração dos seus colaboradores, pelo combate à evasão fiscal e à fraude”… e podia continuar a enumerar aqui os traços deste CÓDIGO DE ÉTICA.
Contudo o importante deste gesto, na minha humilde opinião, é, sem dúvida, a iniciativa deste grupo da sociedade (empresários) que assumem valores, não só cristãos, mas que são de toda a sociedade. São pequenos gestos que o cristianismo, ano após ano, século após século, vem apregoando aos ouvidos da sociedade e que não são apenas para aqueles que vivem como baptizados, mas para toda a sociedade.
E se todos nós, cristãos, assumíssemos as nossas raízes morais e éticas? A sociedade não viveria melhor? Certamente este problema é de todos, mas não é a sociedade portuguesa ainda maioritariamente cristã? E se fossemos os vanguardistas nesta matéria, tal como este grupo e outros que vivem ofuscados pela luz do consumismo e do individualismo?
Espero também não ser daqueles que
falam, falam!!…

Crisóstomo

2005-10-17

Alice

Alice é um filme (até parece um reportagem alargada, mas sem comentários) de Marco Martins que conta a história de um casal cuja a filha, Alice, desaparece sem deixar sinal.

A mãe da desaparecida vive como uma alma penada num purgatório que a castiga por um pecado nunca cometido; o pai – um sujeito sempre vestido de preto, de olhos fundos e escuros, cabelo e barba como as noites mais escuras, tudo negro como que a indicar o estado de espírito em que vive – cumpre diariamente uma série de rituais na esperança de descobrir Alice. Grande parte do filme revela a obsessão do pai que procura desesperadamente a sua filha entre as milhares de pessoas anónimas que todos os dias percorrem a cidade de Lisboa.

Alice terá sido o filme com menos palavras que vi nos dias da minha vida. Pobre nas palavras e nas cores, lento nas sequências, mas rico em imagens e na forma de transmitir uma mensagem. Uma pobreza que é riqueza porque meio deliberadamente escolhido para dizer o que não pode ser dito por meio de palavras, mas através de expressões corporais, sobretudo do olhar e das cores das manhãs frias e cinzentas.

A banda sonora do filme também é pobre: só de tempos a tempos ouvimos um clarinete acompanhado por um piano que amplifica as dores do casal, que revela ao ouvinte o estado de «transe» em que eles se encontram.

Em Alice o espectador é contagiado pelo drama do casal. Um drama infelizmente bastante real na nosso mundo. É também contagiado pela beleza da cidade de Lisboa.
O cinema português está de parabéns!

David

2005-10-16

Dar a César... e a Deus o que Lhe pertence.

A frase de Jesus «entregai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus» (Mt 22,21) é, provavelmente, uma das mais conhecidas e citadas dos Evangelhos. Há bem pouco tempo, a propósito de um comentário a esta frase, uma boa senhora protestava contra o padre dizendo que «não lhe ficava bem falar desse assunto na Igreja». Para esta senhora, o padre deveria falar apenas de temas espirituais, de assuntos do outro mundo e nos modos de lá chegar e não nos incómodos problemas da realidade, nem nas jogadas que os homens fazem para não cumprirem as suas obrigações em relação ao Estado.

É verdade que esse assunto – isto é, o dever de dar a César, de pagar impostos - nunca despertou grande entusiasmo, nem mesmo entre nós, os crentes. Mas a afirmação de Jesus é clara: eu devo restituir aos Césares deste mundo aquilo lhes pertence. Actuar de outra forma é desonesto e imoral.

Mas mais ainda, devo entregar a Deus o que é d’Ele: como ser criado à Sua imagem e semelhança, o homem pertence a Deus. Entre outros aspectos, esta afirmação recorda-nos que quando nos servimos dos outros como objectos para alcançar os nossos fins, estamos a desrespeitar a obra de Deus. Dominar o homem que por natureza pertence a Deus, escravizar o irmão para proveito pessoal é, deste modo, uma conduta contrária à mensagem divina.


David

2005-10-12

UM ANIVERSÁRIO NA LUZ


Ainda o sol estava com preguiça de sair da cama e a chuva caía sem parar, quando ontem, nesta comunidade, um coro de «angelicais» vozes começou a louvar o Criador… o motivo desse acontecimento, como todos os dias, era o agradecimento pelo dom da vida e sua entrega nas mãos do seu Senhor nesse novo dia que começa, mas ontem havia um motivo especial… um de nós comemorava os 32 anos da sua peregrinação por estas paragens… era o (ontem menino) Nélio! Assim, em comunidade de alegria e fé, celebrámos a Eucaristia de louvor por esse dom para ele, para a sua família, para esta comunidade, para a CM, para a Igreja e para a humanidade.

Embora privados da sua presença na primeira refeição do dia (sim, porque o homem é um desportista!!!), avançámos para a normalidade das nossas actividades diárias, em ansiosa esperança do lauto e farto banquete que à noite nos esperava…

Recebidos os amigos, sempre bem vindos, rezadas as vésperas, começámos o banquete nupcial, embora desta vez sem noiva, e fomos regalando as nossas almas com a companhia e os nossos corpos com as iguarias…

Foi um dia especial… mas também não é todos os dias que se tem motivo semelhante!!!

MARTYR

NOTA – Esta não é nem pretende ser uma crónica… é só uma visão pessoal dos acontecimentos… até porque para cronista designou-se outro… que o seu papel desempenhará com distinção (ver Noticias)…

2005-10-09

Reino de Deus é como um banquete nupcial



A comparação do Reino de Deus com um banquete nupcial não terá surgido por mero acaso no diálogo de Jesus com os homens religiosos do seu tempo. Jesus não compara o Reino de Deus com um templo religioso, uma sinagoga, um lugar de oração, mas sim com um «tempo de festa», um lugar de fartura de comida e bebida, de encontro com os entes queridos, de música e dança, lugar da celebração festiva.
O rei que prepara a festa de casamento do seu filho, diz-nos Jesus no Evangelho de hoje, não obriga ninguém a participar, mas apenas convida. Deixa a cada um de nós, convidados, essa possibilidade de escolhermos entre fazermos festa com Ele ou ficarmos à margem, indiferentes.
Deus convida-nos cada dia que passa a essa intimidade festiva com Ele. Quando, livremente, aceitamos participar nesse banquete, podemos também dizer como S. Paulo dizia aos cristãos de Filipos quando se encontrava preso: «tudo posso por Cristo, que me dá força». A esse Deus que nos faz viver em contínua festa, «Glória pelos tempos sem fim. Ámen.»
David

2005-07-16

Desafio...

«Unido a todos os homens
que lutam por um mundo melhor
quero agradecer-te, Senhor,
a vida que pusestes em minhas mãos,
com tudo o que ela tem
de belo... de procura... de aventura... de risco!
Aceita tudo o que de melhor
começa a despontar em mim,
e que ainda nem conheço bem:
as forças novas e a alegria de viver...
os projectos e as decisões,
a vontade de trabalhar e lutar...
desejo de conhecer e amar...
a inquietação de procurar e conseguir...
a preocupação de servir e partilhar...
Que nada fique estéril em mim,
mas que tudo floresça e dê fruto!
Protege-me, Senhor,
nas incertezas e inseguranças da minha idade.
Defende-me do medo
que atrofia e não deixa fazer opções;
do farisaísmo que alimenta preconceitos
e defende a mentira;
da rotina que mecaniza e destrói as pessoas.
E que pelos meus esforços,
simples mas generosos,
eu me dedique inteiramente ao Teu serviço
e ao dos homens meus irmãos!»
(?)

2005-06-27

“FELIZES SEREIS VÓS QUANDO...”

Felizes os que sabem rir de si próprios: nunca deixarão de se divertir.
Felizes os que sabem distinguir uma montanha de um grão de areia: evitarão muitos aborrecimentos.
Felizes os que não se vangloriam para não se levarem muito a sério:
serão estimados pelos os que os rodeiam.
Felizes os que sabem olhar com seriedade para as pequenas coisas, e com a paz para as coisas importantes: chegarão longe na vida.
Felizes os que sabem admirar um sorriso e esquecer uma afronta: no seu caminho haverá sempre sol.
Felizes os que pensam antes de agir, e os que rezam antes de pensar: evitarão muitas asneiras.
Felizes os que sabem calar e sorrir mesmo quando lhes tiram a palavra, os contradizem e amesquinham: o Evangelho começa a penetrar no seu coração