2004-05-28

...me livraste...

Salmo 30
«Eu te exalto Iahweh, porque me livraste,
Não deixaste meus inimigos se rirem de mim.
Iahweh, meu Deus, eu gritei a ti e me curaste.
Iahweh, tiraste a minha vida do Xeol,
Tu me reavivaste dentre os que baixam à cova...»


Teu servo: Daniel

2004-05-27

PORTO!!!

Se seria de esperar que eu aqui viesse fazer uma grande e rasgada festa devido à claríssima vitória do FCP frente ao ASMónaco, não é o que vou fazer... é que já estou cansado de tanta festa!!!
Afinal um homem não é de ferro. Desde há uns tempos é festa atrás de festa...
Se no ano o FCP ganhou o campeonato, este ano repetiu a façanha!
Se no ano passado o FCP ganhou a Taça UEFA, este ano ganhou a «CHAMPOINS LEAGE»!
Realmente é de ficar cansado de tanta vitória...
Mas ainda hoje li algo que me chamou a atenção: Afinal o FCP tem que ser humilde... é igual ao Sporting... só faz festa de 18 em 18 anos... o Sporting quando ganha o campeonato, o FCP quando ganha a liga dos campeões... he, he, he!!!
Bem, chega de festa... o próximo ano vai ser duro... ai vai, vai!!!
Mas isso é só para o ano!

Curiosamente o guarda redes que Scolari teimosamente insistiu em não seleccionar demonstrou mais uma vez que é um dos melhores do mundo e o melhor de Portugal... mas há coisas na vida que não são para compreender!!! É a vida!!!

ASS: MARTYR

2004-05-12

Temos o que merecemos?

Aleluia!

meus “s’irmaõs”
Aí vem o Augusto II...

«Erguei as mãos e dai glória a Deus»,
Finalmente, já temos cabeça!

Uma cabeça importada, é certo, pois parece que por terra lusitanas elas escasseiam.
Enfim, mais do que um atestado de incompetência à malta, sabe a «últimos sacramentos».

Talvez temos o que merecemos,
Oremos....
descansemos em paz,
João

2004-05-11

O hino que quero cantar

Já não sei nem quero imaginar
A cor do cabelo ganhador
Que, com o seu passo triunfador,
O destino da província irá levar.

Mais importante e consolador,
A fim da almas errantes animar,
Vai todo meu ser e meu olhar
Para a oração do pobre sofredor!

Não sei quanta terra ou quanto mar
Dentro da minha angústia vou percorrer!
Mas sempre com a esperança de obter
O nome do esposo p’ra noutro hino cantar!

Mas já se vão as forças para a música fazer
Pois nem o tilintar das promessas
Que, ora na esquerda, ora na direita, expressas
Tocam a fechadura para comer.

E no meio de tantas ideias acesas
Que a multidão a cada instante cozinha
Não deixamos a mesa sozinha
Sem a letra do hino criar defesas.

Está na hora de ouvir a campainha
Com a saudação triunfadora
De anunciar a sua vontade salvadora
De quem, calado, não mais se continha!

Quando chegará essa hora?
Que a parede a rolha irá receber
E nos copos a bebida acolher!

E todos juntos cantando agora
O hino ao esperado esposo presente
Com a força e a alegria de cada ente!

Crisóstomo

2004-05-07

Segunda visão


Eis que estando o meu quarto às escura, no silêncio da noite, comecei a ouvir o cantar de um coro que parecia-me ser do outro mundo. Levantei-me e, como o profeta, disse para as paredes que, naquele momento, pareciam falar: «eis-me aqui».

De repente, como se as minhas palavras tivessem sido mágicas, fui transportado para um lugar de uma beleza indescritível. Nesse lugar, avançava um cortejo de virgens vestidas de branco, com estandartes e bandeiras, e todas cantavam: «Povos batei palmas...».

Depois do cortejo das virgens, aparecia uma figura esquelética, de nariz pontiagudo que, com o turíbulo, perfumava o ambiente em redor. Esta figura era seguida de dois seres, um mais forte que lançava pétalas de rosas pelo chão e o outro, que seria ucraniano, transportava um livro que estava aberto. Nele se podia ler: «Aí vem o esposo».

Havia ainda um quarto, vestido da cor do sangue, querendo indicar a sua total disponibilidade para morrer por alguma causa.

Finalmente, de novo, fui-me revelado o rosto do homem forte e Augusto que vestia uma grande capa, a qual era levantada nas pontas por um acólito com ar de santo. O homem Augusto ocupava a sua mão esquerda com conjunto de chaves e, com a direita, distribuía bênções. Perguntei ao anjo qual seria o significado daquelas chaves. Ele me respondeu: «são as chaves de todos os problemas. Todo aquele que quiser terá, por ele, a porta da nova história aberta».
O cortejo foi-se distanciando ao som de aclamações. Ouvia-se as virgens vitoriarem aquele que avançava: «Aí vem o esposo!». E o coro dos acólitos, em resposta, dizia: «Ele será Augusto!».

Daniel

2004-05-06

Aí vem o Esposo!

O esposo!!!!

Será Augusto o esposo?
E a esposa, que tal?
Sofre de esperar e teme o mal?
Ou pacientemente espera no poço?

Mas que tempo da espera tal
Onde a escuridão dos dias
Se mete pelas nossas vidas
Retirando-lhe a originalidade e o sal!

Quando chegarão as luzes merecidas?
Saiam elas e venham iluminar
Com esperança todo o nosso caminhar…
Mas ó esposo: sem correrias!!!

Porém, não há esposa que aguente neste lar
Olhar e não ter que ver…
Querer e não ter
Uma luz refulgente para a todos dar.

Ó esposo que vens da luz do querer
Não te demores mais!
Já é hora para aqueles que amais
Te receberem na sua cruz com saber!

Esperaremos pelo tempo ainda mais
Que, a cada minuto, se pergunta:
Será hoje? Ou nesta semana santa?

Pois, aguarda, fiel esposa, um pouco mais
Que a porta da Luz se abrirá
E o esposo nos teus braços cairá…

“Poema dos Poemas”

2004-05-05

Profecias...

"És Tu o messias (visitador) ou devemos esperar outro?"
Esta pergunta tem-se feito cá em casa muitas vezes, mas, quem sabe, à pessoa errada!...
Tentando interpretar os "Sinais dos Tempos", recordei, com alegria, algo que se passou durante uma oração de Vésperas; estavamos "quase todos" reunidos em louvor do Senhor... eis que, no momento em que rezavamos "aí vem o Esposo...", passagem de um dos salmos da liturgia das horas, surge, de facto, alguém e o grupo completa-se. Na altura, tudo isto não passou de uma mera coincidência. Mas, interpretando isto como, insisto, "Um Sinal dos Tempos", será que não é ele quem esperamos, o Homem Augusto e Forte do qual nos fala a Profecia de Daniel?

Por enquanto, tudo isto são especulações, tudo está no segredo dos deuses. Não se sabe quem será nem quando se revelará...
"Vigiemos e oremos, pois não sabemos nem o dia nem a hora... da vinda do esposo!?..."

Ass. Golias

2004-04-30

Ele era Augusto...

Visão sobre o filho dos céus...
«Eis que estando de jejum, no final do sétimo dia, o anjo mensageiro levou-me para um lugar elevado desde o qual poderia observar um enorme campo aberto. A terra era árida e não havia ser vivente que pudesse sobreviver naquele lugar.

Ao amanhecer de um novo dia, surgiram, como que do centro da terra, um grupo de homens, que mais não seriam do que de duas dúzias. Caminhavam cansados, de ombros caídos e parecia que andavam sem destino. Perguntei ao anjo: “para onde vão?” ao que ele me responde, “para lado nenhum”.

Ao final da tarde, notei que a vida daquele “pequeno resto” corria perigo de morte. Lentamente, como mortos, continuavam a caminhar em direcção às falésias, onde vivia o senhor das trevas, o senhor da morte. Eis que de repente, como que vindo do céu, vi a figura de um homem, forte, Augusto, que gesticulava apontado para outra direcção. A sua voz era semelhante a dum agudo apito que, por mais mortos que estivessem os seus ouvidos, não poderiam não ouvir.

Ele era Augusto... e surgiu um raio de sol e, com ele, uma vida, mais sorrisos, outra esperança».
Decorrida ainda o 1 de Abril
Daniel

2004-04-27

DICIONÁRIO SEMINA DA CASA DA LUZ

Primeiramente, alerta-se para o facto de este dicionário em forma de acróstico conter vocábulos e/ou imagens eventualmente chocantes. Devido a este facto, o mesmo é colocado para censura dos residentes e só será publicado com a aprovação do Cardeal Pita...
Aceitam-se sugestões que sejam melhorativas do trabalho árduo de recolha e estudo realizado junto da fontes...


L oucura – Cabeça do Zelito; listas telefónicas; conversa à mesa.
A legria – Sentimento que vivemos por sabermos (?) que o Pe. Alves é (?) o nosso Visitador. Sentimento particularmente vivido pelo João Luís por saber que a Paróquia de S. Tomás de Aquino está à sua espera...
R alentim – Bruno a comer; Ritmo de um morcão; Ritmo do computador.

D ouda – Vocabulário nortenho, tripeiro, obsoleto, usado por um morcão.
O besidade – Barriga do J L.
S alto – Movimento de recuo/regressão (ex: passagem de pároco de S. Tomás de Aquino para Provincial) e/ou avanço/progressão (ex: Passagem de coordenador de catequese para pároco de S. Tomás de Aquino).

E spanto – Mãaaaaaaaaeeeeee!!!!!! Meu Deus!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
S esta – Zelito, Nuno, Bruno, Director....zzzzzzz...
T elevisão – Caixa que mudou o mundo; Fenómeno da ciência da comunicação que deu origem ao termo Zelitar. Dependência, prisão.
U niversidade – Local onde se fazem muitas coisas para além de estudar, como é o caso deste dicionário; local onde se paga bem e caro.
D irector – Manda chuva (vocábulo por vezes substituída pela expressão King da Selva).
A mm – Carga de trabalhos; confusão; desorganização, etc...
N áusea – Efeito provocado pelo descalçar dos sapatos do Bruno.
T rês Ds – Congregação fundada pelo JL, simbolizada/identificada por um Galo...
E mbaraço – Barriga do JL (vocábulo de origem espanhola).
S urdez – Ouvido esquerdo do JL; vizinha do andar de cima.

V isitador – Dor de cabeça; enchaqueca.
I nofensivo – Ameaças do Bruno.
C haga – Corpo do “mártir” (blog).
E speciarias – “Não sejais como o burro e o jumento sem entendimento...”; “Nós os fortes...”; “aí vem o esposo...”
N avegar – internet (normalmente, quase apenas utilizada pelo Pedro, apesar de não saber nadar).
T elefone – Papagaio de estimação que quase só sabe dizer Pe. Agostinho (estamos a ver se arranjamos outro mais original).
I nocência – “ninguém me disse nada...”
N otícia – Quadro de Laetitia Ortiz com os mamocas de fora.
O brigatório – Motor de arranque do Joselito.
S ensacional – F.C.P.

ASS: RUAH

2004-04-21

«EL SEGUIMIENTO DE JESÚS EN SAN VICENTE DE PAÚL»

É ESTE O TÍTULO DA TESE DE LICENCIATURA DO "NOSSO" PADRE NÉLIO PEREIRA PITA (NÃO SEI SE CONHECEM...), TERMINADA (COM MUITO SUOR E LÁGRIMAS - PRESUMO!!!) EM 2003 POR OCASIÃO DO TERMINUS DA FREQUÊNDIA DA LICENCIATURA EM TEOLOGIA ESPIRITUAL NA UNIVERSIDADE PONTIFÍCIA DE COMILLAS - MADRID.

É UMA TESE MUITO BEM ELABORADA E REVELADORA DE UMA ÓPTIMA CAPACIDADE DE EXPRESSÃO E DE SÍNTESE. É, COMO TAL, UMA OBRA DE LEITURA MUITO FÁCIL E ACESSÍVEL AO COMUM DOS MORTAIS (AO CONTRÁRIO DE ALGUMAS TESES QUE POR AÍ CIRCULAM).

PARA MIM FOI ENRIQUECEDOR LER ESTA TESE.
FOI-ME PROPORCIONADO CONHECER S. VICENTE DE PAULO DE UM PONTO DE VISTA TÃO INTERESSANTE COMO PERTINENTE - AFINAL NA FORMA COMO VICENTE DESCOBRIU E EFECTUOU O SEGUIMENTO DE CRISTO VEJO PISTAS CLARAS PARA O SEGUIMENTO ME SINTO CHAMADO A TENTAR FAZER.
ALÉM DISSO É DE NOTAR QUE É UMA OBRA QUE NÃO BASTA LER UMA VEZ, PELO CONTRÁRIO FICAMOS COM A NECESSIDADE INTERIOR DE RELER UMA E OUTRA VEZ (PRINCIPALMENTE O ÚLTIMO CAPÍTULO) EM BUSCA DE ALIMENTO PARA ESTA NOSSA CAMINHADA NEM SEMPRE FÁCIL.

DA TESE RETIREI UMA PASSAGEM QUE ACHO QUE ILUSTRA BEM O QUE AFIRMO:
«VICENTE DE PAÚL ES UNO DE LOS TANTOS HOMBRES Y MUJERES QUE "DEJARON LAS REDES" PARA CAMINAR CON JESÚS EN LA HISTORIA, ASSUMIENDO SU FORMA DE SER, SU MISSIÓN Y SUS CONSECUENCIAS».

ENFIM, ACHO QUE POR ESTA TESE A NOTA OBTIDA FOR BASTANTE MERECIDA!!!
PARABÉNS PADRE NÉLIO!!!

NOTAS:
1. SOUBE QUE HÁ INTERESSE DA PARTE DE "NUESTROS HERMANOS" EM PUBLICAR ESTA TESE EM CASTELHANO.
2. SERÁ QUE A PPCM NÃO TERIA VANTAJENS EM FAZER TAL PUBLICAÇÃO EM PORTUGUÊS? NÃO O MERECE A QUALIDADE DESTE TRABALHO DUM SEU MEMBRO? NÃO SERIA UM VALOR ACRESCENTADO? NÃO SERIA O ÓBVIO? COMPREENDO ALGUMAS MOTIVAÇÕES, OU AUSÊNCIA DELAS, MAS NÃO TODAS...
3. O NOVO PROVINCIAL PODIA PENSAR NISTO...
4. MAS QUEM SOU EU PARA OUSAR ESCREVER ESTAS COISAS???


ASS: MARTYR

2004-04-16

VACANÇAS!!!!

Olá caros leitores!

Cá estamos nós, os seminaristas, numa esplanada a beber uma imperial...

...mentira!!! Está cada um de nós no seu canto a aproveitar para descançar um «pedaçito»... uns na Madeira, outros em Sendim, outros em «Vraziela», outros em Espanha, e outros em Tomar....

É bom estar de férias... pelo menos para o formador!!!... mas é muito triste para nós «seminas» ver o tempo fugir sem termos tido oportunidade de fazermos metade do que gostariamos ter feito... mas é a vida!!!

Já falta pouco para a recta final... a meta aproxima-se muito rapidamente... valerá a pena fugir??? penso que não!!!

Vamos em frente, falta pouco, vamos com força!!!

Agora é altura de o formador verter umas lágrimas... afinal, o seu descanso está quase no fim... não é??? Se aproveitou a nossa ausência, melhor para ele, se não aproveitou, aproveitásse!!! (formador sofre!)

Agora vou aproveitar os últimos fôlegos de férias!!!

Goodbye!!!
Asta la vista!!!
I'll be back!!!


Ass: MARTYR

2004-04-09

LOAS À CRUZ

Cruz, descanso da minha vida,
Sede a bem aparecida.


«Ó bandeira, em cujo amparo
O mais fraco será forte!
Ó vida da nossa morte,
Que bem a ressuscitaste!
Ao leão tu amansaste,
Pois por ti perdeu a vida.
Sede a bem aparecida.

Quem vos ama está cativo
E alheio à liberdade;
Quem a vós quer cegar
Em nada deve ter desvio.
Ó ditoso poderio
Onde o mal não tem cabida!
Sede a bem aparecida.

Vós fostes a liberdade
Do nosso grão cativeiro;
Por vós se reparou meu mal
Com tão custoso remédio,
Para com Deus foste meio
De alegria conseguida.
Sede a bem aparecida.

(Teresa de Jesus)

2004-04-08

O amor à cruz...

«Para venir a gustarlo todo,
no quieras tener gusto en nada;
para venir a poseerlo todo,
no quieras poseer algo en nada;
para venir a serlo todo,
no quieras ser algo en nada;

para venir a saberlo todo,
no quieras saber algo en nada;
para venir a lo que no gustas,
has de ir por donde no gustas;

para venir a lo que no sabes,
has de ir por donde no sabes;
para venir a lo que no posees,
has de ir por donde no posees;
para venir a lo que no eres,
has de ir por donde no eres».

(Juan de la Cruz, en la Subida del Monte, 1S, 13,10)

2004-04-07

CREMATÓRIOS...

Sempre me fez alguma impressão o lugar onde se põem as velas a arder em Fátima. Noutros tempos, quando passava por esse lugar sagrado, dedicava algum tempo a acender as velas que o vento tinha apagado. Acendia-as por uma simples razão: parecia-me que estando apagadas atraiçoavam aqueles que devotamente tinham confiando nelas uma importante missão. Incomodava o facto de elas não cumprirem a razão de ser da sua existência. Para mim, cada vela acesa era uma vida que sobrevivia, uma prece a Deus, uma esperança que frágil e lentamente se desfazia.

Penso que Deus também se deve impressionar com esses tantos crematórios que o mundo tem.

David

2004-03-25

Taizé

A sala estava quase cheia de jovens que entoavam cânticos, rezavam salmos e liam trechos do N.T. A certa altura, depois de um grande silêncio (só interrompido pelas sirenes de alguma ambulância), surgiram preces espontâneas intercaladas pelo cântico cuja a letra vale a pena mencionar: «Deus é amor, atreve-te a viver por amor. Deus é amor, nada há a temer».

Um tanto “anestesiados” pelo ambiente, fomos convidados a dar as mãos para rezarmos o Pai-Nosso. Ao meu lado direito, estava um rapaz de traços orientais e, ao seu lado, uma rapariga também ela desconhecida. Ambos me estenderam as suas mãos esquerdas, as quais foram seguradas pela minha direita. Àquela hora da noite, quando quase todos repousavam de um dia de trabalho, iluminados pela ténue luz das velas, dissemos a uma só voz: «Pai-Nosso... seja feita a Tua vontade..., queremos e trabalharemos por um mundo melhor..., que não falte o pão aos outros tantos irmãos..., por isso, perdoaremos as pequenas e as grandes coisas, mesmo quando não somos perdoados... Amem».

Como se estivéssemos parados no tempo, cantamos os mesmo refrão - «Bonus est confidere in Domino, bonum sperare in Domino» - 2, 3, 4... talvez 10, talvez 20..., certamente mais de 30 vezes, ninguém sabe bem... porque, como no momento da Transfiguração, só pensávamos: «é porreiro estar aqui!, a ver se ficamos por mais uns tempos».

Afinal o tempo não tinha parado. Era preciso regressar a casa e retomar o ritmo do mundo. Tudo parecia igual. Cada um, depois do descanso, não teve outra alternativa senão a de pegar na sua cruz e fazer o mesmo caminho. Talvez mais sossegado, talvez mais determinado... apenas com uma certeza: Ele caminha sempre connosco.

David

2004-03-23

ADIVINHA

Não há fax nem telefone
Que o derrube ou lhe resista
Tem ligações em todo o lado
Marte e Lua já são conquista.
Quem é?

Tem pintinhas e bolinhas
Ai eu não sei quantas são
Mas a página da Net
É a sua tentação.
Quem é?

De S. Pedro traz as chaves
Num "tocar" que se farta
Nesse "molho" de história
Para adormecer a malta.
Quem é?

É tardio é do tempo
Não está fora de prazo
Já fundou congregações
E não é por mero acaso.
Quem é?

Alguns dizem que é de carne
Alguns afirmam de relvado
Este filho de Felgueiras
Que o Porto tem comprado.
Quem é?

Mel Gibson vem cá ver
Tanta chaga e tanto quisto
Da cabecinha até aos pés
Ele é um novo Cristo.
Quem é?

A sesta e a televisão
São o seu remédio sagrado,
Todos os males e "achaques"
Ele afasta de bom grado.
Quem é?

Nasceu mudo e calado
No passado que já lá vai
Mas a surpresa fez-se festa
Quando caiu e disse: "ai".
Quem é?

É: Agonenuzébrujoalpe.
Acreditas?

2004-03-22

«AIDA»

Estava eu ontem em casa, já pela tarde, quando uma alma generosa desta comunidade me propôs para a noite uma ida ao Coliseu dos Recreios. Em cartaz, e no último dia, estava a ópera «AIDA» de Giuseppe Verdi.
Como desde há alguns tempos sou um grande apreciador dessa peça aceitei quase imediatamente (aqui, o quase só se relacionou com a quetão monetária, que a um pobre seminarista não permite muitos desvarios...).

E fomos... chegámos... e o balcão de pé era quase todo nosso...

Foi a minha primeira vez!
Nunca tinha visto um espectáculo destes ao vivo e nem tinha antes entrado no Coliseu.

Fiquei encantado e deliciado!!! (com a ópera, claro, porque o coliseu como sala foi para mim uma decepção...)

O Coro do Teatro Estatal de Ópera de Varna (Bulgária) encheu-me as medidas...
A orquestra, por seu lado, ficou um pouco àquem da grandiosidade do Coro...
Os bailarinos foram para mim uma decepção...
Mas, no geral, fiquei encantado, senti-me realmente nas nuvens...

A parte que mais me encantou foi a Segunda Parte do II Acto: além de ser, para mim, a mais grandiosa da obra, fez-me realmente vibrar por dentro...

Enfim, valeu a pena!!!

Pena é que eu não possa fazer destas extravagâncias muitas vezes (embora queira aqui deixar registada a generosidade de quem me ajudou a pagar o bilhete: a ele, uma vez mais, «muito obrigado!!!»).

Ass: MARTYR

2004-03-20

«Cinema Paraíso»

No serão de cada sábado, é noite de cinema cá em casa. Desta vez, a pedido de várias famílias, vimos o filme: «Cinema Paraíso». É um filme de um realizador italiano que retrata a vida de um homem, na época do pós-guerra. Vencedor de um Óscar, o «Cinema Paraíso» está recheado de cenas cómicas e de tons nostálgicos. Vale a pena...

Um dos momentos altos do filme é quando Alfredo incentiva o jovem Toto a partir da sua aldeia. Abraçado ao Toto, Alfredo sussura-lhe ao ouvido a chave da sua (nossa) felicidade: «seja qual for o teu trabalho, ama-o!».

À noite, fiquei a pensar nas palavras de Alfredo. Lembrei-me das pessoas que mais marcaram a minha vida pela positiva. Eram, precisamente, pessoas apaixonadas. Desejei, por isso, que todos tivessem essa sorte: a de amarem aquilo que fazem... de certeza que o mundo estaria bastante melhor.

David

2004-03-19

«O PAPALAGUI»

Um certo dia foi-me aconselhada a leitura do livro «O PAPALAGUI, discursos de tuiavii, chefe de tribo de tiavéa nos mares do sul», tendo-me sido dito que era um livro que estava ao nível de «O Principezinho» de Saint-Exupéry.

Hoje, que terminei a leitura de «O PAPALAGUI», vejo-me forçado a discordar categoricamente dessa opinião: «O Principezinho» está muito à frente de «O PAPALAGUI»!!!

Seguindo (se de forma intencional ou não, não sei) a teoria do «Bon Sauvage» de J.J. Rousseau, este livro apresenta a sociedade e o homem ocidentais como tendo todos os defeitos e nenhuma virtude... e isso é um grande exagero!!!

O homem ocidental é criticado pela forma de vestir (e mesmo até por se vestir) e pela vaidade com que o faz, pelo seu apego ao dinheiro e pela sua excessiva dependência em relação a ele, pela sua capacidade inventiva, pela sua constante pressa, pela posse afirma em relação às coisas, pelo seu poderio pela utilização de máquinas, por ser especializado em determinada profissão, pelas suas formas de divertimento, por desenvolver o raciocínio e investigar tudo o que o rodeia e, finalmente, por apresentar Deus com a boca mas não na vida.

Se em alguns pontos e criticas se toca em verdadeiros problemas da sociedade e do homem ocidentais, toda essa visão se perde no exagero a que se chega e no fundamentalismo com que se eleva o «Bon Sauvage» como o ideal.

Sejamos realistas, sem grande parte daquilo que criticamos não existiriamos como nos conhecemos e sem tantos passos que são criticados a humanidade ainda andaria nua e viveria tendo como estilo de vida a recolecção de alimentos... sejamos pragmáticos, o caminho não é o da critica feroz mas sim o de trabalhar com o que dispomos, necessáriamente olhando para os pontos fracos mas também para os fortes, para construir um mundo melhor!!!
Será que temos a coragem???

PS 1: Foi com muito sacrificio, o digo muito sinceramente, que cheguei ao final do livro... já estava cansado de ver a sociedade ocidental tão amesquinhada!

PS 2: Uma razão que me pode levar a tentar compreender o porquê deste livro é o contexto histórico em que foi escrito: a I Guerra Mundial... mas isso não serve de desculpa para todos os exageros, ou será que serve?!?

Ass: MARTYR

2004-03-18

HORÁRIO E ACTIVIDADES COMUNITÁRIAS 2003-2004 (NÃO OFICIAIS)

HOJE, quero inteirar-vos do nosso "plano de actividades" das nossas 4ªs feiras. Não aconselho ninguém a fazer o mesmo em casa; até porque (quase!) tudo isto é uma mera brincadeira...

7:30 - Toca o despertador...
7:31 - Abre-se os olhos para ver as horas.
7:32 - Fecha-se os olhos e desliga-se o despertador, porque ainda falta muito para a oração da manhã.
7:40 - Abre-se novamente os olhos... já faltou mais para a oração...
7:41 - Levantar... acordar não porque isso só é costume acontecer a meio da manhã.
7:42 - Calçar os chinelos, ir à casa de banho, tomar banho e fazer a barba ficam para outro dia.
7:43 - Vestir.
7:44 - Calçar.
7:45 ou mais (normalmente, mais) - oração..
8:15 - pôr a mesa e ir ver a D. Arminda...
8:20 - Alguém chega um pedacito tarde para pôr a mesa. O pior é que ninguém lhe disse nada...
8:35 - Termina o pequeno almoço.
8:38 - Acende-se o primeiro cigarro do dia...
8:40 - Ida para as aulas; aproveita-se para acender mais um cigarro... o dia vai ser estafante...
8:41 - ou mais tarde - Um morcão termina o pequeno almoço; é sempre a mesma coisa...
8:53 - Acende-se novamente um cigarro para festejar a chegada à universidade.
9:01 - Começam as aulas...
9:02 - Alguém não perde tempo e adormece nas aulas.
9:03 - Godfrei faz a primeira intervenção do dia, que vai ter muitas mais
12:05 - Regresso das aulas...
12:06 - Sesta ZZZZ.... ups, peço desculpa; costuma ser só depois do almoço!???...
13:00 - Almoço; alguns aproveitam para comer também o lanche e o jantar; é que a fome não perdoa; além disso, estamos na Quaresma. entretanto, o stock do pão termina..
13:30 - Termina o almoço..
13:40 ou mais - O mesmo morcão do pequeno almoço termina o almoço; sim, porque no Porto o almoço demorava, no mínimo, 40 minutos..
13:45 - Poema do "ece"
Alegria:
a hora (ou mais) dos leigos aparece
eis que tudo escurece
emudece
adormece
é coisa que a vida tece
não se padece
não se oferece
acontece
mas, que se agradece
não se esquece
apetece......
15:00 - Alguém sai para tratar de assuntos relacionados com a congregação dos 3D, filoteias, relações públicas, direcção espiritual e afins....
15:30 - Alguém é chamado ao piso de baixo; pouco tempo depois, já se encontra nos CTT.. morcão...
17:00 - Lanche; para alguns é a dobrar ou triplicar, dependendo do que houver para comer..
19:30 - Eucaristia; há quem se lembre de ir preparar vias-Sacras, no momento mais alto do dia... enfim...
20:00 - mais descontos (15 minutos, dependendo da homilia) - Jantar...
20:30 - termina o jantar...
20:40 - Ainda o mesmo morcão, só agora termina o jantar; mais uma vez, não foi possível rezar o Glória antes de o Pe. Alves entrar...
20:45 - tempo comunitário; ou pelo menos devia ser, pois há sempre alguém que se lembra de fazer outras coisas; e lá temos nós de ouvir o tchhhhhhhhhh do esposo..
21:15 - Alguém aproveita para zelitar um pedacito; claro, só depois de o Pe Alves ter ido embora...
21:58 - Alguém sai e diz: Boa noite, vou dormir!? Foi engano, queria dizer que ia estudar...
21:59 - Termina o jornal nacional (depende; às vezes é mais longo)
22:00 - Chichi-cama; oh, peço desculpa, ainda não é já - é a hora do estudo!?... porque é que acham que os seminas tiveram tão boas notas?... muito trabalho, esforço e dedicação!?...
22:30 - Alguém tenta resistir ao sono, à cama, ao conforto, ao quentinho, ao descanso, ao bem-bom, mas não consegue; é o primeiro da casa a deitar-se..
23:00 - Acende-se o último cigarro do dia...
23:20 - Ouve-se a 1ª persiana a fechar...
23:30 - Ouve-se uma persiana, mas esta doudamente douda... a fechar...
24:00 - Alguém se lembra de ir tomar um leitinho! Consequencia: alguém é acordado com barulhos na cozinha (jogos de luzes, chávenas que parecem malhadeiras, sapateado, etc)
24:05 - Tudo dorme, ou pelo menos devia; sem dúvida, um dia estafante e duro; mas é assim, Nosso Senhor também sofreu....

Ps. Esqueci-me!. Peço desculpa, não me lembrei de que às 18:00 também fazemos catequese; Não pensem que nesta casa não se trabalha. Basta ver pelo dia preenchidíssimo (x3) programa de 4ª feira. Mas hà dias piores...

Saudações fraternas...

M² Guedes